O AVC (acidente vascular cerebral), também conhecido por derrame cerebral, pode ser definido por um problema nos vasos sanguíneos do sistema nervoso central e é classificado em dois tipos: o isquêmico e o hemorrágico.

O AVC isquêmico acontece a partir de uma obstrução de um ou mais vasos sanguíneos cerebrais, acarretando a falta de fornecimento de sangue na região afetada. Já o AVC hemorrágico acontece quando um vaso sanguíneo cerebral se rompe, causando sangramento intracraniano. Em ambos os casos, o paciente deve ser levado imediatamente para atendimento médico. Quanto antes ele for socorrido, maiores as chances de sua recuperação.
A gravidade do AVC depende do tamanho da área atingida e da região do cérebro que foi afetada.

MAS O QUE CAUSA O AVC?

As principais causas do AVC são:

• a hipertensão (também conhecida como pressão alta)
• o diabetes
• o aumento nos níveis de colesterol
• doenças do coração
• uso de anticoncepcionais orais sem acompanhamento médico
• obesidade
• alimentação com altos teores de gordura
• estresse
Os riscos aumentam quando estes problemas estão aliados ao tabagismo e ao alcoolismo, assim como outras drogas.

EU POSSO TER UM AVC?

O AVC ocorre normalmente em pessoas acima dos 50 anos com as condições de risco listadas acima, mas pode acontecer em pessoas jovens com problemas de saúde ligados à alterações na coagulação sanguínea ou doenças inflamatórias dos vasos, como, por exemplo, anticorpo antifosfolipídio, fator V de Leiden, Lúpus ou vasculites.

QUAIS OS SINAIS?

Confira alguns sinais que indicam o AVC:

• Fraqueza, paralisia e dormência de um lado do corpo
• Perda de equilíbrio com dificuldade ou incapacidade de se levantar ou se manter em pé e problemas para realizar tarefas simples, como levantar um braço, apertar um botão, acender a luz ou levar um copo ou garfo até a boca
• Pálpebra descaída ou a boca torta e salivante
• Fala arrastada ou “embolada” e dificuldade em encontrar palavras
• Desorientação, comportamento estranho ou discurso incoerente, como a perda de memória para eventos recentes
• Visão subitamente nublada ou perda de visão
• Desvio dos olhos
• Confusão ou instabilidade
• Forte dor de cabeça
• Crise convulsiva

COMO IDENTIFICAR UM AVC?
• Peça a pessoa para sorrir. Se apresentar desvio no formato indica paralisia.
• Peça para colocar a língua para fora, lado direito e esquerdo.
• Tem a boca ou o olho paralisado ou caído?
• Peça para levantar os braços.
• Faça perguntas simples e veja se a pessoa consegue responder.
• Se reconhecer algum destes sinais, ligue para a emergência imediatamente.
• Se todos estes sinais desaparecerem depois de alguns minutos ou algumas horas, pode ter ocorrido um Ataque Isquêmico Transitório (AIT), e deve ser tratado como uma emergência, pois pode gerar um AVC. Através da identificação do AIT o paciente deve ser acompanhando por um neurologista.

ATAQUE ISQUÊMICO TRANSITÓRIO

O AIT – Ataque Isquêmico Transitório, é uma forma mais leve de AVC, que acontece quando o fornecimento de sangue é normalizado espontaneamente, antes que haja o infarto. Nesse caso, os sintomas surgem e desaparecem em pouco tempo, normalmente com menos de 24 horas.
Quem teve um AIT apresenta elevado risco de apresentar um AVC futuramente e deve ser acompanhado de perto por um neurologista.

OUTRAS INFORMAÇÕES RELEVANTES PARA FICAR ATENTO

• É importante salientar que o AVC, normalmente não causa dor. Ela pode ocorrer em casos hemorrágicos, quando o paciente apresenta fortes dores de cabeça.
• Boa parte dos derrames pode acontecer durante o sono e o paciente percebe os sinais ao acordar.
• Nos casos hemorrágicos o quadro pode evoluir muito rapidamente dependendo da sua extensão e da área do cérebro acometida. O paciente se queixa de mal-estar e rapidamente pode evoluir para perda de consciência, parada cardiorrespiratória entre outros sintomas.

COMO É O TRATAMENTO?

Ao primeiro sinal de AVC o paciente deve ser levado imediatamente a uma emergência para que se tenha tempo de salvar a área cerebral com isquemia.
Portanto, a pior coisa que se pode fazer quando surgem sintomas de AVC é esperar para ver se o quadro melhora sozinho. Se você é daqueles que “foge dos médicos”, saiba que se há suspeita de derrame durante a madrugada, não se deve esperar amanhecer para ir ou levar o paciente ao hospital. Se não houver carro disponível, chame uma ambulância imediatamente.
No hospital, se o paciente for atendido imediatamente, o uso de medicamentos pode restaurar a circulação cerebral e acabar com a isquemia, impedindo assim o desenvolvimento de um infarto. Porém, o medicamente só faz efeito nas primeiras 3 horas. A classe de remédios para esse tipo de ataque é a dos trombolíticos. Já para o AVC hemorrágico, esse medicamento não deve ser utilizado. Neste caso, uma cirurgia pode ser indicada.

Fique atento, a qualquer sinal desta doença, procure um médico. Estes cuidados podem salvar vidas.