De acordo com as investigações, os dois maiores grupos do mercado de carne no país, JBS e BRF, usavam carnes estragadas em salsichas e linguiças, e colocavam substâncias químicas como o ácido ascórbico e o ácido sórbico com o propósito de fazer com que os alimentos parecessem saudáveis e ideais para o consumo.

Cerca de 30 empresas estão na mira da Operação Carne Fraca, incluindo fornecedoras dos grandes frigoríficos. Liderada por fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura, a organização criminosa recebia propina com um único objetivo: facilitar a produção de produtos adulterados e emitir certificados sanitários sem fiscalização.

Com tudo isso acontecendo, algumas questões vêm a tona quanto ao consumo de carne. Qual a consequência para a nossa saúde quando consumimos carne estragada? Como descobrir se a carne não está ideal para ser consumida? Confira o nosso artigo para descobrir!

Como identificar se a carne está estragada

Primeiramente é preciso entender que a produção de qualquer tipo de carne – frango, boi, peixe e porco –, deve ter sua produção, transporte e armazenamento em locais bem higienizados. A higiene e refrigeração são dois itens fundamentais para que esse tipo de alimento não faça mal à saúde.

Agora que você já compreendeu qual é o processo para manter o alimento ideal para consumo, descobrir se a carne está estragada é bem simples. O alimento costuma apresentar uma aparência esverdeada, amarelada ou acinzentada. Manchas e cheiro ruim também são fortes indicadores de que a carne está imprópria para consumo. Segundo especialistas, quando a carne chega a esse ponto, cerca de 100 mil bactérias estão presentes no alimento e são mais do que o suficiente para fazer alguém passar mal.

Quais são os principais riscos quando consumimos carne estragada?

As infecções gastrointestinais são o principal problema de quem consome carne estragada e fora do prazo de validade. Já nos casos em que a carne está podre, os riscos se tornam bem mais sérios. Dor de cabeça, vômitos, diarreias e febre são comuns, existindo o risco também de levar a pessoa à morte.

As causas desses sintomas são as seguintes: intoxicação alimentar, uma vez que toxinas são produzidas pelos micro-organismos na carne que não teve o seu devido armazenamento. A outra causa é a infecção bacteriana, quando a bactéria passa para o organismo da pessoa.

Como minimizar os riscos de ser contaminado pela carne?

Especialistas orientam que as formas de minimizar os riscos de contaminação é sempre consumir a carne bem grelhada, cozida ou assada. As altas temperaturas têm o poder de matar as bactérias responsáveis pelas infecções.

Vale lembrar que a carne in natura deve ser armazenada de duas formas. A primeira é congelando em temperatura inferior a -18°C, e a segunda é sob refrigeração, sempre em temperaturas entre 5°C e 7°C, tendo o seu limite de armazenamento na geladeira por até cinco dias.